Religião

MiguelDeco

Tribuna Presidencial
2 Setembro 2013
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  • Hulk
  • Alfredo Quintana
Saíu hoje nos jornais que "bilhete para ver o Papa nas Jornadas Mundiais da Juventude" custa 235 euros.
Assim de repente sai uma exclamação de repulsa e espanto.
Mas atente-se ao que é; Isso é o preço de seis dias de alojamento, alimentação, transportes, seguro.
Quem participa nos eventos no fim de semana, com o Papa Francisco, paga 125 euros. Os voluntários pagam 245 euros, por duas semanas. E ainda há descontos de 10 a 5% por inscrições marcadas antecipadamente.
Não sou jovem nem crente logo não estarei presente mas a desinformação que grassa na Internet é maldosa.
Isto é mais para estrangeiros que querem vir a Portugal.
É caro? Não brinquemos.
Será mais um evento em lisboa, salvo erro?
 

Devenish

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11 Outubro 2006
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  • Reinaldo Teles
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Quer comungar sem ir à Igreja? Vá à Pastelaria Balcão do Marquês em Lisboa e tem lá. Em marcha as JMJ.
Uma dica; o dono é user do fórum e anda sempre na guerra Russia. Ucrania.
Qual? puxem pela cabeça ou dito de outra forma "vocês sabem de quem estou a falar". papa.jpg
 

Devenish

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  • Reinaldo Teles
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Postal do dia de Luís Osório.
Vale a pena perderem 2m da vida para lerem sejam crentes, agnósticos ou ateus ou outra coisa qualquer.

Francisco dançará connosco o seu último tango
1.
Já tudo ou quase tudo se disse.
Francisco tem 88 anos e uma saúde frágil.
Está internado e o mundo que dele gosta e o admira reza por ele, mesmo os que não sabem rezar.
Tem sido um privilégio ser seu contemporâneo.
E temos de aproveitar Francisco enquanto aqui está.
De lhe agradecer a chispa de luz que continua a sair do seu corpo, do seu olhar terno, das suas desarmantes palavras.
Recordo-me de o ter visto a lavar os pés a um preso transsexual na Quinta Feira-Santa, noite em que se celebra a Última Ceia.
Lembro-me de o ter observado na visita que fez a um albergue de prostitutas. A maneira como as ouviu, como com elas trocou correspondência.
Lembro-me daquele homem deformado que nos obrigava a virar a cara, o modo como Francisco se aproximou e o abraçou e lhe beijou as feridas durante uns segundos que me pareceram a eternidade.
Lembro-me de Francisco celebrar a missa para uma Praça de São Pedro deserta pela força de uma pandemia que nos ameaçava com o holocausto.
Lembro-me de como convocou as vítimas de pedofilia para o palácio, de como incentivou os bispos em todo o mundo a abrirem as suas caixas de Pandora.
Lembro-me de o ver com crianças, a responder-lhes a todas as perguntas ou a pedir aos artistas para não se esquecerem dos pobres.
Lembro-me quando nos disse que era humano, que gostava de futebol e que adoraria poder voltar a passear incógnito nas ruas de Buenos Aires e a dançar um tango de Piazolla com uma mulher bonita.
2.
Sabes o que Francisco disse a Tolentino Mendonça quando o conheceu fora dos cumprimentos de circunstância?
“Senhor padre, acha que me pode conceder cinco minutos do seu tempo?”
Tolentino ficou atrapalhado, sem saber onde meter as mãos e o sorriso.
“Sua Santidade, o senhor é que me tem de conceder um bocadinho do seu tempo”.
E eles foram e encontraram-se no pequeno quarto de Tolentino, divisão que lhe fora destinada num retiro em Roma que, à última da hora, soube que teria a presença de Francisco.
Falaram quase uma hora.
E sabes do que falaram?
De Fernando Pessoa e de Jorge Luís Borges.
E no final da conversa, Francisco fez silêncio e perguntou a Tolentino se queria rezar com ele.
3.
Francisco convoca-nos para a ideia de pertença, para o martírio da esperança, para a urgência de questionamento, para a responsabilidade de estar à altura, para a vontade de combater por um mundo mais largo, para a constatação de que um ateu ou um agnóstico é também filho de Deus – mesmo que para ateus e agnósticos Deus continue a não existir.
E nele não há ponta de medo, já repararam? É como se levitasse por entre contrariedades, obstáculos, inimigos – que os tem e não tão poucos quanto isso.
4.
Impressionante como não se deixou corromper no olhar, a sua mais poderosa das armas. Um olhar capaz de devolver a dignidade aos que estão na cave do mundo,
Um homem que tendo feito tanto, que tendo aberto tantas portas, continua a precisar do abraço do mundo para que a revolução não morra com ele.
Sobretudo por estas horas.
 
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tocoolant

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7 Abril 2016
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Esta citação faz-me pensar nos tempos que correm. Acaba por ser francamente actual. O que é importante é "não gostar".

Não gostar da igreja e não gostar do governo, dos impostos e dos salários, não gostar dos milionários extorcionistas e dos pobres preguiçosos. Não gostar dos estrangeiros que vêm para aqui "sem os nossos valores" e dos saloios da aldeola com valores retrogrados, dos brancos colonialistas e dos pretos do Zimbabué. Não gostar dos homens machistas e dos gay mais as mulheres histéricas, da polícia que brutaliza e mal trata e dos pedófilos e criminosos que por aí andam, dos púdicos hipócritas e da libertinagem e da pouca vergonha. Não gostar dos intelectuais caviar e dos grunhos simplistas, dos velhacos sovinas e da juventude fútil e bacoca, das elites económicas e dos subsídio dependentes, dos lobbys e dos grupos de interesse e dos sindicatos fossilizados. Não gostar dos maoistas e não gostar dos fascistas. Não gostar dos senhorios com rendas abusivas e dos inquilinos que partem tudo, não gostar das petrolíferas e dos eco-animalistas. Não gostar do mainstream media, não gostar das redes sociais. Não gostar de mim, não gostar de ti.

O que é importante é "não gostar". É cool "não gostar". Não gostar das pessoas, instituições e de todas miudezas que ao de leve nos incomodem. Isso e fazer-se passar por truth-teller. Fazer-se passar por superior porque não gostamos daquilo que os outros que são carneiros gostam.

Pelos vistos este "não gostar" já é antigo. Apenas explodiu em facilidade de acesso com a internet e mais ainda com as redes sociais.
 

Devenish

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Esta citação faz-me pensar nos tempos que correm. Acaba por ser francamente actual. O que é importante é "não gostar".

Não gostar da igreja e não gostar do governo, dos impostos e dos salários, não gostar dos milionários extorcionistas e dos pobres preguiçosos. Não gostar dos estrangeiros que vêm para aqui "sem os nossos valores" e dos saloios da aldeola com valores retrogrados, dos brancos colonialistas e dos pretos do Zimbabué. Não gostar dos homens machistas e dos gay mais as mulheres histéricas, da polícia que brutaliza e mal trata e dos pedófilos e criminosos que por aí andam, dos púdicos hipócritas e da libertinagem e da pouca vergonha. Não gostar dos intelectuais caviar e dos grunhos simplistas, dos velhacos sovinas e da juventude fútil e bacoca, das elites económicas e dos subsídio dependentes, dos lobbys e dos grupos de interesse e dos sindicatos fossilizados. Não gostar dos maoistas e não gostar dos fascistas. Não gostar dos senhorios com rendas abusivas e dos inquilinos que partem tudo, não gostar das petrolíferas e dos eco-animalistas. Não gostar do mainstream media, não gostar das redes sociais. Não gostar de mim, não gostar de ti.

O que é importante é "não gostar". É cool "não gostar". Não gostar das pessoas, instituições e de todas miudezas que ao de leve nos incomodem. Isso e fazer-se passar por truth-teller. Fazer-se passar por superior porque não gostamos daquilo que os outros que são carneiros gostam.

Pelos vistos este "não gostar" já é antigo. Apenas explodiu em facilidade de acesso com a internet e mais ainda com as redes sociais.
Só que aquilo que citei, uma espécie de sátira muito sintética e um pouco mordaz, tem fundamentos teológicos e não é bem gostar é discordar em primeiro lugar de certos fundamentos e com o tempo romper e fundar uma nova igreja - em comparação existem as ideias políticas que levam a fundação de correntes que emanam desses conceitos e partidos políticos e mudam em função dos mesmos parâmetros dos teológicos - nada é estanque e muda conforme a realidade do dia a dia.
O que citaste no último parágrafo (internet e redes sociais) está em mutação muito mais acelerada com IA adulterada ou partindo de bases diversas (repara que na wikipedia aparecem dados e conclusões mas no fundo tem as fontes que levaram a elas que podem levar a inversão se aparecerem dados antagónicos).
Estamos em tempos de mutação acelerada e é impossível para já prever o que virá, certo apenas sabemos que em 5 anos ou menos tudo mudou para não falar do início do século aonde práticamente a internet se tornou um motor vital da sociedade.
 
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Reações: cccmonteiro