Joana Resende deixou uma marca profunda no voleibol e, ao fim de 25 anos de carreira, encerra a passagem pelos pavilhões com a sensação de missão cumprida. A líbero com mais internacionalizações por Portugal e a voleibolista com maior número de jogos e troféus ao serviço do FC Porto vai agora integrar a estrutura profissional do clube que representou nas últimas sete épocas.
Natural de Matosinhos, onde nasceu há 35 anos, Joana Resende começou no Leixões SC e, ao longo do percurso, passou ainda pelo GDC Gueifães, Colégio do Rosário, Porto Vólei e AVC Famalicão, antes de regressar ao clube do coração.
No verão de 2019, deixou o Minho e rumou à Invicta para se juntar à primeira equipa feminina de voleibol do FC Porto. Já com dois Campeonatos, três Taças de Portugal e uma Supertaça no palmarés, a internacional portuguesa depressa conquistou um lugar no onze inicial e foi uma das figuras da época de estreia, que terminou com a vitória na Supertaça e na Taça, num ano em que a Liga foi interrompida pela pandemia.
Nas três épocas seguintes, a camisola 11 voltou a ser a líbero mais utilizada durante a parceria entre o FC Porto e a Academia José Moreira, tendo sido determinante na conquista de três títulos nacionais seguidos e de igual número de Supertaças, além de ter recebido o Dragão de Ouro de Atleta Amadora do Ano em 2021.
O tetracampeonato chegou em 2023/24, já na primeira época das portistas a solo e com Joana Resende no papel de capitã. Depois de conquistar a Supertaça Ibérica e de se estrear na Liga dos Campeões na temporada seguinte, a dona da braçadeira azul e branca ajudou a equipa de voleibol a alcançar, na última campanha, uma inédita dobradinha.
Ao fim de sete temporadas de Dragão ao peito, Joana Resende passou a ser a voleibolista com mais jogos, 211, e mais troféus, 12, ao serviço do FC Porto, motivo pelo qual André Villas-Boas lhe endereçou um convite para continuar na estrutura profissional do clube.
“Não quero vestir outra camisola e, quando me fizeram este convite, aceitei logo. Esta é a minha casa. É aqui que me imagino. Agradeço ao presidente André Villas-Boas e à sua Direção por verem em mim alguém capaz de continuar a representar o FC Porto e os seus valores também fora do campo”, afirmou em entrevista aos meios do clube, antes de iniciar uma “nova fase da vida e um novo caminho”.
