Nota que eu não acho que o silêncio seja o caminho, só tenho muitas dúvidas que passar um lance em loop no balneário do àrbitro seja a estratégia mais eficaz.
Já deu a oportunidade ao àrbitro para se vitimizar.
Alguém terá ligado uma televisão, não invadiu campo, não cercou árbitros, não houve contacto físico, insultos, empurrões nem pressões diretas.
Comparado com o histórico dos rivais, foi quase uma reação simbólica.
O que é pior afinal?
Dirigentes a berrar nos túneis, cercando árbitros ao intervalo?
Adeptos a invadir o relvado para os confrontar em plena transmissão?
Ou uma televisão a mostrar imagens que toda a gente viu em casa?
Mas como o protagonista foi o FC Porto, o caso ganhou selo de “crise desportiva nacional”.
Se fosse no estádio dos outros, chamavam-lhe “zelo competitivo” ou “desabafo do momento”.
Portanto, não, o clube não errou, reagiu de forma diferente, sem violência nem insultos, apenas com simbolismo.
E se isso chega para causar esta histeria coletiva, então talvez o verdadeiro problema não seja a televisão, mas o medo que alguns têm quando o Porto se volta a fazer ouvir.