Pode ser que não. O grego levou os melhores jogadores e desmantelou a equipa, deve-se estar a cagar para aquilo e para larga-los no final da época.
Mas se seguirmos essa lógica do caso mais extremo, ter um ataque perfeito não te garante vitórias nenhumas, só te garante que marcas muitos golos. Podes até perder os jogos todos.
Isso são frases feitas que não têm grande lógica. Não dá para generalizar. Se for uma equipa avassaladora que atropela tudo e todos, sim, corresponde à verdade. Se for uma equipa que marca 3 ou 4 em 70% dos jogos contra os adversários mais frágeis, mas depois tem dificuldades quando o nível eleva, então não. Nesse caso uma equipa mais consistente e equilibrada, estaria mais perto de vencer os jogos.
Esse é aquele dos 10 - 0 ao Nacional não é? Golos em fora-de-jogo, penaltis inventados... foi uma segunda metade de época digna de um episódio de Ficheiros Secretos.
A comunicação social sempre fomentou a narrativa de todos os males do futebol português tinham origem no Porto. Nós erámos os selvagens da aldeia e ambos os clubes de Lisboa os civilizados da capital. No entanto, até mesmo antes de Pinto da Costa ser presidente, já o FC Porto era recebido em Lisboa com níveis de animosidade e violência não se verificavam quando os clubes da capital se deslocavam ao norte. As coisas pioraram de sobremaneira a partir do momento em que o FC Porto terminou com o domínio Lisboeta do futebol português. Essa final da Taça foi marcante. Mas há um outro momento que resume bem o que era o futebol português daquela altura, quando em 1995, numa deslocação a alvalade, o nosso autocarro foi recebido à pedrada, um varandim de alvalade caiu com dezenas de adeptos e a equipa médica do FC Porto saiu imediatamente do autocarro para socorrer os adeptos que nos recebiam daquela forma. Até mesmo enquanto estavam a ser socorridos choviam objetos. Todas as deslocações a Lisboa eram uma selvajaria. Durante anos faziam de propósito para o autocarro ter de parar no meio dos adeptos adversários. Os jogadores saiam e eram cuspidos, agredidos... a comunicação social nada dizia. Mas essa era uma altura em que os jornalista da Bolha, do Rascord, conviviam diariamente em estabelecimentos noturnos com os dirigentes do benfica e do sporting, e por vezes com os árbitros. Havia um pacto de silêncio. Toda a gente sabia como funcionava o futebol português, mas fingiam com falsos moralismos.