Essee desnorte viu-se contra o benfica e estrela (que são os jogos mais vivos na memória). Nos outros jogos, especialmente quando nao jogou o Eustaquio, a equipa teve bastante mais organizada defensivamente e ofensivamente. Repara que ainda contra o benfica eles levaram 1 amasso de pressão na primeira parte (defensivamente tivemos muito mal).
A verdade é que na defesa as opções em alguns jogos são piores que as do Guimarães. Contra o estrela tivemos Zé Pedro, Eustaquio, Marcano. Será que se tivessemos um Diomande, Huljmand e Inácio veríamos tantos problemas?
Pelo que vi no estrela tendo a concordar contigo: Há problemas tacticos e tenho dúvidas que seja o homem certo. Não sei é se os consigo completamente indissociar da qualidade individual. O exemplo mais gritante é o Gyokeres - Era o Ruben Amorim e o Rui Borges que trabalhavam muito bem a profundidade, ou basta dar um chutão na frente porque em 10 bolas ele ganha 9? E se tivessem o Samu e o rácio fosse invertido? O mesmo para todos os momentos do jogo.. jogamos com o Moura porque é a unica opção ou porque acredita que deve jogar com 1 lateral? E se em vez do Marcano e o Otavio tivemos um central muito bom com bola capaz de fazer correctamente aqueles movimentos ofensivos? E se em vez do Fábio tivermos um Box To Box tipo herrera a varrer o meio campo?
Agora cabe ao AVB que imagino que tenha visto o Anselmi pre porto e tem melhores condições para avaliar. No nosso caso "paralelo" do United, eu não tenho dúvidas que com algumas afinações para o ano vão estar muito mais fortes.
Percebo perfeitamente o que dizes — e tens razão numa coisa: o plantel do FC Porto não é forte, especialmente na linha defensiva e nas alas. Mas a questão de fundo é esta, mesmo com melhores jogadores, o modelo de Anselmi, sem ajustes para a realidade competitva para onde foi transportado, continuará a sofrer defensivamente. E essa não é uma previsão — é histórico.
Se recuares e fores ver os jogos do Cruz Azul, ou até do Independiente del Valle, vais encontrar exatamente os mesmos problemas:
Equipa muito esticada;
Bloco partido na perda de bola;
Centrais deixados em igualdade numérica ou inferioridade;
Falta de cobertura ao corredor central.
A diferença?
É que nessas ligas, o ritmo é mais baixo, a pressão adversária menos intensa e os adversários não aproveitam os erros com tanta eficácia como se aproveita na Europa.
Lá, quando perdes a bola com a equipa desorganizada, a problabidade da jogada morrer é maior.
Cá, leva golo com maior frequência.
O próprio Cruz Azul — com o plantel desenhado pelo Anselmi — foi várias vezes apanhado em contrapé e perdeu jogos exatamente da mesma forma que o FC Porto perde agora. Produzia era ofensivamente mais.
Portanto, o problema não é novo — nem vai desaparecer com mais dois ou três reforços.
É um futebol de risco constante, de jogos em aberto, de dependência total da eficácia lá na frente.
É que na Europa — seja em jogos da Champions ou até contra equipas da nossa liga — este tipo de modelo normalmente não sobrevive.
Porque não basta atacar bem. Tens de defender com critério, proteger a zona central, manter blocos juntos, controlar ritmos.
E até agora, Anselmi não mostrou ter percebido isto.
O que se pede não é que seja campeão com um plantel curto como este.
Pede-se que organize, que reaja, que evolua.
E ao fim de várias semanas limpas para trabalhar… estamos piores do que no início.
Por isso sim, reforços são importantes.
Mas quando o modelo já vem com um buraco de base, tapar com jogadores é só maquilhar o problema.
E esse filme já o vimos algumas vezes.