Aqui há uns tempos estava à conversa com um amigo meu que trabalhou uns anitos na loja azul do Arrábida.![]()
FC Porto - Notícias - FC Porto x Polska: Bednarek, Kiwior e Pietuszewski protagonizam coleção especial
Já disponível Online e disponível a partir de quinta-feira nas FC Porto Storeswww.fcporto.pt
Uma conversa descomprometida, sem tomar partidos. Dois amigos a contar histórias de trabalho.
Entre peripécias, contava-me ele que a única vez que se esgotaram as camisolas de guarda redes em loja foi com a contratação do Casillas. O fluxo de clientes era o normal para início de época mas, por razões óbvias, a camisola da lenda espanhola tinha mais procura.
A parte curiosa foi ele ter dito que o número de camisolas para stock nesse ano ser exactamente o mesmo que nos anos anteriores. Não me recordo do número mas se era costume vir 50, no ano do Casillas vieram exactamente as mesmas. Além disso, a reposição de stock demorou ao ponto de quando estas chegaram a procura já não era a mesma.
Perguntei se tinham feito alguma campanha, um desconto, uma ilha em exposição a dar destaque à camisola. Nada. Basicamente, para o departamento de marketing, contratar o Casillas ou o Samuel Portugal ia dar ao mesmo.
Casillas é indiscutivelmente o maior nome que alguma vez pisou os relvados portugueses. O Cristiano andou por cá mas naquele tempo ainda era uma pequena nota de rodapé. Capitão da selecção campeã do mundo e 2x campeã europeia. Champions, La Ligas e um sem número de troféus individuais no currículo. Um dos jogadores mais reconhecidos a nível planetário e pouco proveito tiramos disso. Tivemos uma bomba atómica nas mãos e andamos a dar tiros de pressão de ar.
O FC Porto vivia numa caverna. Estávamos parados no que ao marketing diz respeito.
Numa era em que a venda de camisolas e a promoção da marca é uma das maiores fontes de receita dos clubes, nós, pura e simplesmente, nada fizemos para aumentar esse valor na facturação.
Tivesse o Casillas chegado na vigência de AVB e tudo seria diferente. Não haja dúvidas que não faltariam camisolas especiais alusivas ao jogador, promoção em mercados como o espanhol, asiático, americano. Não só a facturação do marketing atingiria recordes históricos como a marca FC Porto cresceria bem para lá do que alguma vez cresceu.
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