Autor Tópico: Os problemas que afectam o futebol jovem  (Lida 9685 vezes)

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Deve ter um pai bem relacionado

7 anos ? ainda há 3 andava de fraldas, deixem o miudo brincar

Offline admin

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ja jogou contra a minha equipa e realmente o miudo é bom jogador...mas so tem sete anos....

Francisco Oliveira

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Excelente recuperar este tópico que foi uma ideia também excelente do Esquerdinha.


Offline vitorrmvsilva

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O trabalho "forte" de ginásio pode começar perfeitamente aos 15/16 anos.

Desculpem citar comentarios mais antigos,mas só vi este tópico hoje. Não concordo muito com o que foi dito, não sei se cargas muito altas ou intensas nesta idade seria benefico em termos de saúde, pois só a partir dos 18/19 é que a estrutura musculo-esquelética termina o desenvolvimento.

Francisco Oliveira

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Vitorrmvsilva, este tópico foi recuperado da plataforma anterior e serve para cada um de nós dar uma opinião sobre os problemas do futebol de formação em Portugal. Estás no teu pleno direito de não concordares com isto ou aquilo.

Já agora gostava de ver a tua opinião assim como de todos os membros recentes do forum sobre os problemas da formação em Portugal e particularmente do nosso clube. Pessoalmente acho um tema muito interessante e há aqui novos membros com excelente capacidade de análise sobre a formação.

Offline PipoGonzalez

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Este tópico tem tudo para ser um excelente tópico e com variadissimas opiniões. Na minha opinião , o grande problema da formação é quererem formar grandes equipas em vez de grandes jogadores. Depois no ano de sénior muitos jogam em equipas diferentes e certamente 2 ou 3% é que dão jogadores profissionais. A formação dos grandes vai por este caminho. Querem ser campeões de iniciados, juvenis, juniores, e depois nos seniores são dispensados, quando deveria haver um ano de transição onde pudessem jogar.Talvez as equipas B seriam uma grande ajuda.

Francisco Oliveira

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As equipas B por si só não resolvem. Darão uma grande ajuda mas é preciso ir mais atrás. Reformular todos os campeonatos jovens é urgente. O planeamento do futebol jovem tem de ser feito de um modo não só a pensar nas selecções. É ridículo o calendário da federação para o futebol jovem. Se a selecção de juvenis se tivesse apurado para a fase decisiva do campeonato da Europa iríamos ter numa semana 3 jogos da fase final. Isto é brincar com os clubes e brincar com a formação dos miúdos.

Asafa87

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Nos últimos anos temos vindo a reparar que a aposta dos clubes portugueses em jogadores estrangeiros nas camadas jovens tem vindo a crescer. Não é estranho também que grande parte dos jogadores jovens promessas que temos não são portugueses.

Eu estive aqui a pensar que este facto talvez esteja relacionado com a crescente taxa de acesso ao ensino secundário e superior. Este situação é actualmente uma área de interesse para mim a nível académico e se tivesse possibilidade seria uma questão a desenvolver numa investigação.

De facto já alguns anos que não aparece um verdadeiro craque português do nível ronaldo, nani, r. carvalho, rui costa, figo, etc, etc...

Asafa87

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Julgo ainda que este problema acontece devido ao nosso país não estar, a nível legal, preparado para oferecer apoio aos jovens nos seus percursos quer académicos, quer desportivos. Há ainda muito trabalho a fazer no âmbito socio-educativo, apesar de termos estruturas (principalmente nos clubes grandes) de grande nível.

jorgcastro

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Em primeiro lugar, tenho de começar por afirmar que não sou um expert na matéria.
Contudo, deixo a minha opinião.
Parece-me que FPF e clubes têm interesses que não são, necessariamente, complementares.
Se há 20 anos, até o podiam ser, hoje, com a globalização do jogador, arriscam-se mesmo a ser conflituosos.
Em todo o caso, parece inequívoco que a calendarização é ridícula (já no ano passado, a fase final penso que dos sub-17 tinha jogos ao domingo-4ª-domingo). Por outro lado, os campeonatos são pouco competitivos e recordo o que dizia o nosso treinador Rui Gomes: os jogadores das camadas jovens do FCP passam 90% do seu tempo em processo ofensivo, pelo que a nível defensivo têm, naturalmente, lacunas. Nos sub-19, penso que o alargamento mitiga o problema, mas nos mais pequenos, concordo que será difícil, por $$$, seguir as mesma solução. Porém, sem mais jogos competitivos, a evolução dos miúdos será mais lenta, claro.
Muito mais haverá a dissertar sobre este tema, mas, por ora, fico-me por aqui.
« Última modificação: 30/Mar/12, 00:41 por jorgcastro »

dragao da granja

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As camadas jovens de um Clube são aquilo que o próprio Clube quer porque se há competição os jogadores são obrigados a aplicarem-se agora se é só para participarem aí o futebol é outro, hoje em dia os Clubes já trabalham de uma forma em que o aspecto fisico já é mais trabalhado e no nosso Clube já assim se trabalha e não é de agora, porque desde que o futebol passou a ser mais fisico do que trabalhado os jogadores tiveram que ser trabalhados para esse fim, porque ainda me lembro e com muitas saudades daquelas nossa equipas de juniores ainda no tempo do Campo de treinos das Antas, em que saía-mos de lá satisfeitos pela qualidade do futebol que era praticado, eramos campeões, mais, saíam de lá jogadores para os seniores, e agora o que se vê? quantos nos últimos anos subiram aos seniores? quantos temos no plantel senior? porque apesar de antigamente se trabalhar mal nos aspecto físico tinhamos mais qualidade no futebol praticado, ao passo que hoje há mais fisico e trato de bola só um outro jogador porque o resto é paisagem, vi isso no Olival contra o Guimarães, sofrer tres golos daquela maneira, é a minha opinião este ano a equipa nada tem a ver com a do ano passado. Temos lá tres jogadores que bem aproveitados podem ter futuro, central, médio e avançado.

Asafa87

  • Visitante
Em primeiro lugar, tenho de começar por afirmar que não sou um expert na matéria.
Contudo, deixo a minha opinião.
Parece-me que FPF e clubes têm interesses que não são, necessariamente, complementares.
Se há 20 anos, até o podiam ser, hoje, com a globalização do jogador, arriscam-se mesmo a ser conflituosos.
Em todo o caso, parece inequívoco que a calendarização é ridícula (já no ano passado, a fase final penso que dos sub-17 tinha jogos ao domingo-4ª-domingo). Por outro lado, os campeonatos são pouco competitivos e recordo o que dizia o nosso treinador Rui Gomes: os jogadores das camadas jovens do FCP passam 90% do seu tempo em processo ofensivo, pelo que a nível defensivo têm, naturalmente, lacunas. Nos sub-19, penso que o alargamento mitiga o problema, mas nos mais pequenos, concordo que será difícil, por $$$, seguir as mesma solução. Porém, sem mais jogos competitivos, a evolução dos miúdos será mais lenta, claro.
Muito mais haverá a dissertar sobre este tema, mas, por ora, fico-me por aqui.

Para além da falta de competitividade existente provocada pelas assimetrias a nível dos clubes, há ainda o que eu considero ser o período crítico do jovem, que é desde o início do escalão de júniores e na transição para séniores. Já se falou aqui das equipas B (o que me parece uma boa solução) embora faltem ainda respostas por forma a corresponder as expectativas formativas que hoje em dia se tem sobre os jovens e conciliar isso com a prática desportiva ao mais alto nível.

Francisco Oliveira

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As camadas jovens de um Clube são aquilo que o próprio Clube quer porque se há competição os jogadores são obrigados a aplicarem-se agora se é só para participarem aí o futebol é outro, hoje em dia os Clubes já trabalham de uma forma em que o aspecto fisico já é mais trabalhado e no nosso Clube já assim se trabalha e não é de agora, porque desde que o futebol passou a ser mais fisico do que trabalhado os jogadores tiveram que ser trabalhados para esse fim, porque ainda me lembro e com muitas saudades daquelas nossa equipas de juniores ainda no tempo do Campo de treinos das Antas, em que saía-mos de lá satisfeitos pela qualidade do futebol que era praticado, eramos campeões, mais, saíam de lá jogadores para os seniores, e agora o que se vê? quantos nos últimos anos subiram aos seniores? quantos temos no plantel senior? porque apesar de antigamente se trabalhar mal nos aspecto físico tinhamos mais qualidade no futebol praticado, ao passo que hoje há mais fisico e trato de bola só um outro jogador porque o resto é paisagem, vi isso no Olival contra o Guimarães, sofrer tres golos daquela maneira, é a minha opinião este ano a equipa nada tem a ver com a do ano passado. Temos lá tres jogadores que bem aproveitados podem ter futuro, central, médio e avançado.

Caro Dragão da Granja. O não aparecimento de atletas formados no clube na equipa principal deve-se, na minha opinião a dois factores importantes:
1º o nivel competitivo do futebol senior subiu muito nos últimos anos ao passo que o futebol jovem estagnou. A nossa equipa principal particularmente atingiu um patamar muito elevado de competição que deixa poucas possibilidades a um junior entrar na equipa.
2º o futebol negócio e aqui digo apenas que neste negócio há comissões pelo meio. Acho que não vale a pena dizer muito mais porque todos entendem.
Voltando ao ponto 1º a fpf devia ha muito alterar os calendários  e reduzir séries e equipas dos nacionais. 

Offline Magic

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Há vários problemas mas os principais são os quadros competitivos, uma verdadeira aberração, e a falta de cultura de formação por parte

dos clubes, associações e federação. Julgo que a maioria destes intervenientes não tem bem noção do que é/ para que serve/ como se faz.

Este é um tema que me interessa e espero quando tiver maior disponibilidade deixar a minha visão de uma forma mais aprofundada.

Offline FCP07

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uma das boas acções que se fez formação em muitos anos foi a mudança do modelo competitivo do camp. nacional juniores. grande mudança, que tb se devia estender pelo menos aos juvenis