Rabah Madjer

madjer87

Tribuna Presidencial
18 Julho 2006
11,817
0
51
Porto
Madjer(Argelino),para mim que tenho 36 anos foi o melhor jogador que vi ao vivo com a camisola azul e branca do FC Porto.

Madjer tinha tudo,tinha Classe pura,Magia,Elegancia...só de recordar o que o vi fazer até me emociono.

Para muitos e para mim também fica marcado nas nossas memórias pelo golo de Calcanhar na Final de viena em 87 e no chapéu na Neve em Toquio 87.
Mas Madjer fazia muito mais,fez muito mais.Deliciou-me ve-lo jogar,partir para cima dos adversários e deixa-los caidos no chão ou torcidos pelas fintas que fazia na cara deles.Havia alturas que parava á frente dos adversários para depois os fintar.

Os primeiros golos que marcou ,e foram logo 2 naquele jogo ,foi no estádio do bessa em que vencemos por 2-1 com 2 golos de madjer na baliza do antigo peão do bessa onde me encontrava com 15 anos.

Pelo que fizes-te,pelo que nos mostras-te,pelo que nos des-te,pelas alegrias que nos propocionas-te,pelas fintas ,pelos golos,pelas vitórias ,pelas taças e pelo perfume do teu futebol que deixas-te nos relvados portugueses e do mundo ....

OBRIGADO RABAH MADJER
CAMPEÃO DA EUROPA E DO MUNDO EM 1987
 
G

Glazz

Guest
Tenho pena de nunca o ter visto jogar. Mas pelos videos que já vi, pelos relatos de portistas mais antigos, sem dúvida que foi um dos melhores jogadores da nossa história.
 

Jim

Bancada lateral
24 Julho 2006
645
7
> madjer87 Comentou:

> Madjer(Argelino),para mim que tenho 36 anos foi o melhor jogador que vi ao vivo com a camisola azul e branca do f.c.porto.

Madjer tinha tudo,tinha Classe pura,Magia,Elegancia...só de recordar o que o vi fazer até me emociono.

Para muitos e para mim também fica marcado nas nossas memórias pelo golo de Calcanhar na Final de viena em 87 e no chapéu na Neve em Toquio 87.
Mas Madjer fazia muito mais,fez muito mais.Deliciou-me ve-lo jogar,partir para cima dos adversários e deixa-los caidos no chão ou torcidos pelas fintas que fazia na cara deles.Havia alturas que parava á frente dos adversários para depois os fintar.

Os primeiros golos que marcou ,e foram logo 2 naquele jogo ,foi no estádio do bessa em que vencemos por 2-1 com 2 golos de madjer na baliza do antigo peão do bessa onde me encontrava com 15 anos.

Pelo que fizes-te,pelo que nos mostras-te,pelo que nos des-te,pelas alegrias que nos propocionas-te,pelas fintas ,pelos golos,pelas vitórias ,pelas taças e pelo perfume do teu futebol que deixas-te nos relvados portugueses e do mundo ....

OBRIGADO RABAH MADJER
CAMPEÃO DA EUROPA E DO MUNDO EM 1987


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Concordo em absoluto! O melhor jogador que vi jogar ao serviço do FCP. Assiti ao 1º jogo oficial dele ao serviço do Porto, no Restelo, ganhámos 3-2, não marcou, mas fez uma exibição soberba. No final do jogo quando um jornalista lhe perguntou se estava à espera de uma exibição tão boa, disse: Gostaram? Ainda não viram nada!!!

Ao nível dos melhores do Mundo!! Sobre ele alguém disse: teve azar em ter nascido na Argélia!!
 
O

olduser-8

Guest
Tenho pena de não ter recordações dele, em 87 eu tinha 7 anos... Mas pelo q já vi parece-me q muito provavelmente tenha sido o melhor jogador q alguma vez jogou por um clube português.
 

Jim

Bancada lateral
24 Julho 2006
645
7
Ainda ontem estive a rever a final de Tóquio num autêntico batatal, o Madjer fez uma exibição portentosa, plena de raça, como todos os outros, mas sempre que tinha a bola nos pés lançava o pãnico na defesa do Peñarol.
Aconselho vivamente o revisionamento deste jogo!!! Os grandes jogadores demonstram classe sempre.
 

Kelvin87

Tribuna Presidencial
7 Maio 2007
22,072
524
O ARTISTA, se nascesse europeu tinha sido o melhor jogador do mundo.
FORÇA GRANDE PORTO.
 
A

Azul 77

Guest
Tinha na altura 13 anos e já vibrava com o Madjer, foi de facto um grande Jogador!
 
H

hast

Guest
RABAH MADJER - «L\' ARTISTE»

A União dos Futebolistas Africanos atribuíu a Rabah Madjer e Roger Milla o prémio de melhor jogador Africano do século. Tal facto enche de orgulho todos os Dragões, uma vez que foi ao serviço do FC Porto que Madjer se revelou definitivamente ao mundo do futebol.


A IFFHS já tinha considerado Madjer o 5º melhor Africano do século, atrás de atrás de Weah (Libéria), Milla (Camarões), Abébi Pelé (Ghana) e Belloumi (Argélia).

O mesmo organismo coloca Madjer em 62º lugar no ranking dos melhores jogadores de todos os tempos.

Para todos os Dragões, Madjer está intimamente ligado à maior conquista da história do clube: foi um magnífico toque de calcanhar do «l\' artiste» argelino que abriu as portas à conquista da Taça dos Clubes Campeões Europeus em 1987, para além de ter sido decisivo na conquista da Taça Intercontinental, alguns meses mais tarde.

Madjer começou a dar nas vistas no mundial de 1982, quando foi primordial na vitória da Argélia sobre a poderosa Alemanha. Só um ano mais tarde conseguiu «emigrar» para o futebol Europeu, devido às rígidas leis de emigração Argelinas que estavam em vigor. Depois de algumas experiências insípidas no futebol francês, foi no FC Porto que Madjer alcançou a glória e fama mundial.


B.I.:

Nacionalidade: Argelina;
Data e local de nascimento: 15/2/58, em Alger;
Altura: 1,78m;
Peso: 69 kg;
Clubes: Onalait d\'Hussein-Dey (1972/1973), MA Hussein-Dey (1973/1983), RC Paris (1983/1985), Tours (1985), FC Porto (1985/1988), FC Valência (1988/1988) e FC Porto (1988/1991).

Palmarés:

«Bola de Ouro» Africano: 1987 (foi 2º em 1985 e 3º em 1990);
Taça de Africa das Nações: 1990;
Taça dos Clubes Campeões Europeus: 1987;
Taça Intercontinental: 1987;
Supertaça Europeia: 1988;
Campeão de Portugal: 1986, 1990;
Taça da Argélia: 1979;
Taça de Portugal: 1991;
Supertaça de Portugal: 1986, 1991;
Fases finais do campeonato do mundo: 1982, 1986;
Melhor jogador Argelino: 1987;
Jogador Africano do Século: Prémio da União dos Futebolistas Africanos;
5º melhor jogador Africano do século (IFFHS);
Internacionalizações: 87 (marcou 40 golos).

O Rabah Madjer...treinador

Madjer nunca mais deixou de ser «acompanhado» por todos os Dragões. Depois de terminar a sua carreira como jogador, enveredou pela carreira de treinador. Aqui fica um resumo da sua carreira até 2003:
Adjunto na selecção Argelina (1991/1992), Treinador principal da selecção Argelina (1993/1994), Treinador dos juniores do FC Porto (1995/1996), Al Wakra (Qatar) (1998/1999), Treinador principal da selecção Argelina (1999/2002).

Foi campeão nacional no Qatar, em 1999.
 

madjer87

Tribuna Presidencial
18 Julho 2006
11,817
0
51
Porto
Jamais te esqueceremos Artista das Arábias.

http://www.youtube.com/watch?v=S7LYTtia9FE

http://www.youtube.com/watch?v=ueN_x7ifh1Y

EM ARGELINO:

http://www.youtube.com/watch?v=f6-g0EluE84

http://www.youtube.com/watch?v=ozE2DhSUY7k

Parabens Campeão e Obrigado por me teres dado tanta felicidade ,afinal foi só uma liga dos campeões e campeão do mundo de clubes....
 
A

Azul 77

Guest
Verdade, e marcou um uníco golo, em todo o seu percurso no FCP, não é para todos.
 

jsm

Tribuna
29 Abril 2007
3,318
6
Há para mim cinco jogadores fora de série que jogaram no nosso Porto: Hernâni, Cubillas, Madjer, Deco e Vitor Baía!Estes foram em minha opinião os maiores o que não invalida a presença de outros grandes jogadores como Siska, Pinga, Pedroto, Américo, Pavão, Oliveira, Gomes, Futre, Branco, Kostadinov, Fernando Couto. Actualmente Lucho Gonzalez arrisca-se a entrar com Ricardo Carvalho e Quaresma neste lote de predestinados e por que não o jovem Anderson!
 

madjer87

Tribuna Presidencial
18 Julho 2006
11,817
0
51
Porto
Mais um video para recordar o talento e a saudade que deixou em todos aqueles que tiveram o prazer de o ver jogar com a camisola 8 Azul e Branca:

Como disse alguem: Quem viu,viu ...quem não viu que o visse....!!

http://www.dailymotion.com/video/x2gqqe_madjer_events

Video que vale a pena ver e rever !

Obrigado Rabah Madjer
 
H

hast

Guest
O pai era... florista. A mãe doméstica, em sagrado respeito à tradição islâmica. Rabah nasceu... francês, porque, por essa altura, De Gaulle ainda não dera a independência à Argélia. Nunca se deixou tocar pelo fascínio por livros, por em pequenino ter descoberto que só uma bola o poderia resgatar de uma vida à míngua de tudo, até de pão. Foi uma infância sempre em busca do sonho do futebol, jogando nas ruas, às vezes de lama, rasgando calças, estropiando sapatos. Nem sequer pode dizer-se que fosse um enfant terrible: «Não o era pelo respeito que tinha pelo meu pai, mais respeito que medo, que fazia das tripas coração para que os seus 12 filhos tivessem vida melhor que a dele. Graças a Deus acabaram por ter, por exemplo uma das minhas irmãs tirou o curso de Direito, coisa pouco normal numa mulher argelina, tornou-se jornalista e apresentadora de televisão.»
Quando começou a jogar futebol, no Onalait, clube do seu bairro, bairro pobre, miserando, nas redondezas de
Argel, Madjer era... defesa-direito, mas como marcava muitos golos o treinador fez de si avançado. Brilhou e, logo no ano seguinte, saltou para o MAHD. «O meu pai já tinha assinado a autorização para eu jogar no MAHD, mas fui-lhe pedir outra assinatura para representar o ANC-ANP, um clube de militares. Eu queria ir para o segundo e o meu pai disse-me que não assinava duas vezes, que era homem de uma só palavra e eu deveria ser sempre assim. Ou jogava no MAHD ou não jogaria em mais algum clube. Deus estava comigo e protegeu-me. Se meu pai tivesse assinado pela segunda vez, provavelmente eu não teria chegado tão longe, porque o MAHD era um grande clube e proporcionou-me a ascensão no futebol, ao contrário do outro clube, que era secundário. Joguei no MAHD 10 anos, sendo campeão, vencedor da Taça da Argélia e dos Jogos Africanos. Foi do MAHD que me transferi para o Racing de Paris, os franceses ficaram encantados com o meu futebol durante o Mundial de Espanha e...» Para contratarem Rabah, em 1983, os dirigentes do Racing de Paris tiveram de pagar 100 mil contos ao MAHD, garantindo o jogador um ordenado mensal de 1500 contos! Nunca um futebolista africano ganhara ou custara tanto dinheiro. Mas Madjer não seria muito feliz na Cidade-Luz. Antes pelo contrário. Queixou-se de lesões, de chauvinismo e de racismo, como as grilhetas que lhe entravavam o génio. Lucílio Ribeiro ofereceu-o a Pinto da Costa, que lhe comprou o passe a preço de uva mijona. Pouco antes de se estrear, pelo F. C. Porto, a 22 de Setembro de 1985, no Estádio da Luz, na inauguração do fecho do Terceiro Anel, garantiria que em França numa mais jogaria, jamais viveria. Por lá tivera, contudo, o primeiro contacto com Portugal, apaixonando-se pela música de... Linda de Susa, de quem se tornou fã, como se tornara de Michael Jackson, George Michael, Stevie Wonder e Tina Turner.

O jejum e o sexo no Ramadão

Chegou ao Porto e logo se tornou um homem das arábias. Pelo seu génio de futebolista, mas não só, também pelos seus ideais, que nunca escondeu. «Sou muçulmano, pratico o islamismo e sigo-o de forma rigorosa, sem desvios à religião do Islão. Em minha casa não há bebidas alcoólicas e não se come carne de porco. Bebo água, sumos, chá. Haverá quem, sendo muçulmano, não proceda assim, mas eu faço tudo o que manda a minha religião.» Por isso, ao nono mês do ano árabe, sujeitava-se ao jejum do Ramadão, entre as três da madrugada e as nove da noite, não comia carne, mas comia saladas, frutas, bolachas, tomava chá ou sumos e, naturalmente, não deixava de treinar-se ou de jogar. «Durante o Ramadão também só posso ter relações sexuais entre as oito da noite e as três da madrugada.» Mais diria: «Liberdade sexual é exagero que corrompe e destrói vidas; a homossexualidade é uma... doença, uma vergonha; a sida é coisa de Deus para terminar com o vício.» Mas, apesar de todo esse reaccionarismo de ideias e de moral, defendeu a existência de um estado judaico e maldisse o fanatismo religioso: «Quando somos fanáticos cometemos muitos erros. Eu creio muito em Deus e isso é o mais importante. Os fanáticos que matam em nome de Deus, blasfemam Deus. Deus não disse isso. Deus disse para nos amarmos uns aos outros como Ele nos amou...» Na época de estreia como dragão, Madjer campeão, graças, sobretudo, à vitória do Sporting de Manuel José, na Luz. E, com isso, o passaporte para a Taça dos Campeões, conquistada com a ponta do seu calcanhar. De ouro.

Corão no Prater e a «inspiração divina» do calcanhar

Rezou muito antes da final de Viena. A Alá, obviamente. Antes de subir ao relvado do Prater, pediu a todos os companheiros que tocassem no Corão que levara consigo. E que acreditassem. Todos o fizeram, alguns mesmo não acreditando. Para Rabah, o toque de calcanhar surgiu disso mesmo — da «inspiração divina». Não muito depois, mais uma noite de magia. Em Tóquio. Num cenário natalício, o relvado coberto por níveo manto, foi de Madjer o golo que derrotou os uruguaios do Penharol. Foi eleito o melhor jogador em campo. Por isso, recebeu um Toyota de luxo, de prémio. Não quis o carro para si, vendeu-o, ainda no Japão, por três mil contos, dividindo o dinheiro por toda a equipa.
Viena e Tóquio, retalhos de ouro de um artista do futebol, um poeta do jogo. Que só o não foi mais porque um futebolista, mesmo genial, como Madjer, não pode viver deslumbrado, de olhos postos no seu umbigo. Não o contesta, mas... «De qualquer modo, poderia ter dado contribuição mais valiosa ao F. C. Porto se me tivessem deixado utilizar toda a minha intuição, toda a minha capacidade de improvisação. Só jogava... 65 por cento do futebol que tinha, os restantes 35 por cento eram o que eu gostaria de fazer e... não fazia. Era pena. Sentia que, de repente, poderia fazer um poema com a bola, uma finta, um passe, um golo, mas tinha de subordinar-se a certas indicações, era triste sentir a minha liberdade criativa coarctada. O golo de calcanhar foi fruto da minha intuição. O segundo golo, na final de Tóquio, contra o Penharol, no prolongamento, com que o F. C. Porto conquistou a Taça Intercontinental, também nasceu de um momento de inspiração.»
Se, antes de ingressar no Matra, Artur Jorge poucas vezes lhe deu essa liberdade, Tomislav Ivic nem tempo teve para pensar se lha deveria dar, pois em Janeiro de 1988, após Cruyff se dirigir ao Porto para levar Madjer para o Ajax, custasse o que custasse, Pinto da Costa decidira emprestá-lo ao Valência, até final dessa época em que o croata tudo ganharia no F. C. Porto, a troco de 300 mil contos. Mas o que Madjer queria era que tivesse sido o Bayern, que subjugara em Viena, o seu destino...

Porque Artur Jorge matou o poeta

Partiu Ivic, Quinito falhou, Artur Jorge voltou ao F. C. Porto. Por essa altura, rumores de que entre Madjer e Artur Jorge se aguçavam fricções. Rabah aquietou os espíritos, asseverando que as suas relações com Artur Jorge não eram o que se dizia. E, apesar de, em Abril de 1989, ter sido suspenso e impedido de entrar nas Antas, por se deslocar, sem ordem, à Argélia, para trabalhos de selecção, não deixou de ser arma preponderante para a reconquista do título nacional de 1989/90. Nesse comenos, aureolado com o título de melhor jogador de África, desmentiu, jurando com a mão sobre o Corão, ter dito o que o France Football escrevera: que no F. C. Porto de Artur Jorge os jogadores trabalhavam como animais!
Sá na temporada que se seguiu é que Madjer começou a sentir o céu a desabar-lhe sobre a cabeça. O Valência lançou-lhe, outra vez, o canto de sereia, Pinto da Costa retorquiu que Madjer era inegociável. O argelino gostou de ouvir o que ouvira e não calou o remoque: «Infelizmente, isso não me dá garantia de jogar, não é Pinto da Costa quem faz a equipa.» Ao que Artur Jorge, assumindo, já, claramente, o conflito, redarguiu: «Quem teima em jogar como quer e não como eu quero... não joga.»
A partir de determinada altura, deixou mesmo de ser convocado. Com o coração estilhaçado, voltou a remoquear: «Nem sequer suplente, só dá mesmo para... rir».
Partiu, no final da temporada, cirandou pelo Qatar, arrumou as chuteiras, fez-se treinador. Depois de rejeitar oferta para para voltar a jogar, no Japão, mandou dizer do Golfo que, logo que o F. C. Porto o chamasse, deixaria tudo, rumaria às Antas. Coisas do coração. Seria ainda seleccionador argelino e, em finais de 1993, ao Porto retornaria, como técnico no Departamento de Futebol Juvenil. Para ensinar, promete ele, com a mesma magia com que jogava. E, por enquanto, não o desmente, vai aquecendo o sonho de um dia se tornar treinador principal do F. C. Porto...