Essa ideia vai de encontro ao problema que temos na Taça.Jogos dos grandes em casa de clubes pequenos que têm lá 2 ou 3 mil pessoas nesses jogos, transferidos para zonas de forte emigração, onde iriam ter, não por eles mas pelos grandes, 30 mil pessoas sedentas de ver o seu Porto ou benfas ou osgas, é excelente ideia, ia ser um acréscimo de receita para esses clubes pequenos, pela bilhetica e pelos direitos televisivos, dar-lhes maior visibilidade a eles e ao nosso campeonato, até as arbitragens iam ser melhores por causa da maior visibilidade.
O Villas-Boas tem ideias brilhantes, devia acumular a presidência do Porto com a da Liga e da FPF.
Se queremos jogos mais competitivos na Taça o mínimo seria sortear apenas as equipas envolvidas em cada eliminatória e jogava sempre em casa a equipa pior classificada na temporada anterior. Mas o caminho que se escolheu foi o do dinheiro sem aparentemente se entender que a competitividade traria ainda mais dinheiro a médio-longo prazo.
Isto de mandar os jogos do campeonato para o estrangeiro é bom se olharmos só para o dinheiro e só para esse jogo em concreto. Como é que, por exemplo, o Rio Ave vai vender bilhetes anuais se 1, 2 ou os 3 jogos mais apetecíveis vão ser jogados no entrangeiro? Quem comprasse lugares anuais ou fosse sócio tendo esses 3 jogos em vista, acaba sempre por ir a mais jogos. Com esses jogos a serem jogados em Paris qual é a motivação para ter lugar anual ou ser sócio? Esses 3 jogos fora vão compensar a falta de bilheira e todo o dinheiro que se gasta ao ir à bola (refeições no estádio, etc). Vão ajudar a que se crie identidade com o clube nos mais novos ao fazer com que se torne mais plausível ir a menos jogos?
Se querem pensar só em "em casa ganho 50k euros mas em Paris ganho 150k" força.
Só acho que a conta não é bem essa.